terça-feira, 24 de março de 2009

SOMOS COISAS

Meu castelo de areia
Resistente de sexta a domingo
Serve de salão de festas e despedidas
nada mais, nada mais.

Partindo do abstrato para a prática,
O liberalismo aponta e julga o fracasso,
Sendo eu o responsável - erro e incapacitado-
Produção ininterrupta de felicidade.

A liberdade traz insegurança
da incerteza paradoxalmente convicta:
Que amanhã ou depois
A porta se abrirá para novas substituições.

Arrombamos a hierarquia do vós,
ultrapassamos o você sem olhar para trás.
Hoje somos tu:
Racismo cordial.

Armados com apelidos e rara intimidade
mascaramos a opressão de sempre.
Por respeito e poucos minutos
seremos - jamais.

Um comentário:

Suellen disse...

Faço dessas palavras as minhas. Como os gestos e palavras que meramente, e muitas vezes, tornam os humanos preconceituosos com sua própria imagem refletida em outro.

E essas atitudes são formas de mostrar apenas a insegurança de sermos hoje, homens sobreviventes de processo capitalista.